Brincar é aprender: como os jogos e brinquedos ajudam no desenvolvimento das crianças
Com muita frequência, cá em casa, repete-se o mesmo cenário:
Os meus filhos espalham os brinquedos de construção pela mesa, deixam peças cair no chão… e, por alguns segundos, penso: “Outra vez esta confusão?”
Mas depois respiro. E deixo acontecer. Depois, organizamos. É preciso tempo.
Aprendi, como mãe e apaixonada por educação, ao longo destes anos, que há muito mais aprendizagem na brincadeira do que imaginamos.
Foi ao observar os meus filhos a brincar que percebemos algo simples, mas poderoso:
Eles também aprendem quando não percebem que estão a aprender.
E se há algo que quero partilhar com outras mães, pais e pessoas interessadas no desenvolvimento infantil, é esta verdade:
A infância é agora, todos os dias.
Olhamos para os nossos filhos e já não são bebés; olhamos de novo, e daqui a pouco já não são crianças. Estão sempre a aprender, e acompanhá-los nesta caminhada é uma das nossas missões.
Neste artigo, partilho experiências, tipos de jogos educativos e descobertas que podem inspirar outros lares, e talvez até outras iniciativas.
Porque é que brincar ensina?
Partilho pela minha experiência, e sabemos que existem metodologias de ensino criadas para respeitar este princípio, como o Método Montessori, Pedagogia Waldorf e outros. O que todas estas abordagens têm em comum é a certeza de que a brincadeira não é um intervalo da aprendizagem: é a própria aprendizagem.
Histórias que inspiram
Já ouvi de algumas mães que as suas filhas começaram a arriscar palavras noutro idioma porque usavam uma aplicação de línguas. A mãe achava que estavam apenas a jogar, mas, ao jogar, estavam a aprender novas palavras.
Quando as crianças começam a fazer rabiscos no papel e depois a desenhar, a forma como seguram no lápis, o controlo da mão, a pressão no papel… tudo isto são treinos futuros para a escrita.
Pequenas situações do dia a dia mostram que actividades infantis, jogos e experiências, como o faz-de-conta, fazem parte do desenvolvimento dos nossos filhos.
Quando vejo as crianças a criar algo, sinto uma paz no coração. A vida está tão corrida… Hoje em dia, com tanta informação, ter boas referências, boas dicas e uma rede de amigas que partilha coisas interessantes é tão valioso. Ter esta comunidade é mesmo incrível.
Partilhar, partilhar, partilhar… é sempre bom ajudar outros pais que passam pelo mesmo.
Tipos de jogos educativos e o que ensinam
Há muitos jogos à venda, alguns bons, outros nem tanto, mas há muitos jogos verdadeiramente educativos. Cada jogo tem um propósito:
- Ensinar lógica, paciência e raciocínio espacial.
- Ensinar a testar, errar e reconstruir sem medo (como os jogos de montar).
Há também os jogos de regras, como os de cartas, que ensinam as crianças a esperar a sua vez.
Esperar a vez foi algo que percebi que precisava de trabalhar com o meu filho mais novo. Usámos este tipo de jogo e tem sido essencial para ele compreender o seu turno, o do outro e lidar tanto com vitórias como com derrotas.
Outro dia, estava no parque da cidade com as crianças e estivemos a recolher gravetos para construir esculturas. De repente, outras crianças aproximaram-se, curiosas, e acabámos todos a construir juntos.
O faz-de-conta estimula muito a linguagem e a criatividade. Não devemos dar tudo pronto à criança. Ela representa, expressa, imita vozes, cria contextos e histórias… é fantástico! Também ajuda a trabalhar emoções. Hoje temos cada vez menos tempo para estar com os filhos, mas o pouco que temos deve ser com qualidade.
Como escolher actividades e jogos educativos?
Para mim, antes de comprar um jogo ou propor uma actividade, penso se pode ser uma oportunidade para aprender algo de forma divertida, treinar habilidades ou simplesmente criar algo com as próprias mãos.
Há muitas actividades manuais para fazer em casa ou ao ar livre, e já partilhámos várias aqui no blog para fazer com os mais pequenos.
Quanto aos jogos educativos, existem muitas marcas que adoro e vou partilhando na nossa comunidade.
A aprendizagem escondida na brincadeira
Se há algo que aprendi com os meus filhos é que aquela “confusão” feita de peças espalhadas esconde: experimentar, testar, ganhar confiança, errar, tentar de novo e criar.
Como mãe, sigo a minha intuição. Estou a aprender todos os dias, e partilho estas reflexões e dicas por aqui.Acredito que essa partilha pode chegar mais longe, tocar outras famílias, e até inspirar novas formas de participar da vida dos nossos pequenos.
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